Lei Seca antecipa volta das blitzes no RJ após aumento nos acidentes

Números de mortes provocadas por acidentes de trânsito subiram mais de 6% em julho e 1% em agosto na comparação com os mesmos períodos do ano passado.


O retorno da Operação Lei Seca às ruas do Rio de Janeiro foi antecipado depois que o número de acidentes começou a crescer com a flexibilização. As fiscalizações, que estavam suspensas desde o dia 18 de março por causa da pandemia, foram retomadas na noite desta quinta-feira (8).


Com menos carros nas ruas nos primeiros meses de isolamento social, os acidentes diminuíram. As mortes no trânsito, segundo o Detran, caíram 26% em abril na comparação com o mesmo mês de 2019.



Mas com a flexibilização os números voltaram a subir. O número de mortes provocadas por acidentes de trânsito não só aumentou como foi maior que o registrado nos mesmos meses do ano passado: mais 6% em julho e mais 1% em agosto.



“O governo do estado do Rio de Janeiro antecipou até a retomada da Lei Seca porque houve um aumento em mortes de acidentes de trânsito. Nós temos os índices pelo Instituto de Segurança Pública, então foi necessária essa retomada imediata da Operação Lei Seca. O nosso foco é salvar vidas”, diz Antônio Carlos dos Santos, subsecretário de Ações Estratégicas do Governo do Estado do Rio de Janeiro.


Um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde mostra ainda que o número de internações causadas por acidentes com ciclistas, motociclistas, triciclos, automóveis e veículos pesados, voltou a aumentar no mês de junho deste ano, comparando com o mesmo período do ano passado: foram 581 contra 563 em 2019.



Muitos motoristas aprovaram a retomada das blitzes.



“Geralmente a gente tem muito a lei que começa punindo e as pessoas demoram a se adaptar. Nesse caso da Lei Seca foi ao contrário. Então eu acho importante o retorno dela pra que as pessoas possam retomar as suas vidas e entender que a população tá voltando ao normal”, falou o advogado Antônio Carlos Fernandes.


“Acho necessário voltar e voltar com força total”, disse o eletrotécnico José Isidro Jacó.


Novo modelo


Um novo modelo de blitz foi desenvolvido em conjunto com a Secretária de Estado de Saúde, utilizando protocolos sanitários para não expor a risco de contaminação os profissionais e nem os motoristas.



Confira abaixo:


  • É realizada uma triagem com o uso de equipamento passivo, sem necessidade de sopro e sem contato com o motorista. Se for detectada a presença de álcool, será realizada uma segunda triagem. E caso o resultado dê positivo novamente, será realizado o tradicional teste do bafômetro com o bocal descartável e todos os procedimentos de higiene.

  • Durante a abordagem o motorista e o policial ficam separados por uma barreira protetora de plástico transparente.

  • São disponibilizados totens de álcool em gel, com acionamento via pedal, para os motoristas abordados e para os agentes que atuam na Operação. Também são oferecidas máscaras descartáveis para os motoristas.

  • A reorganização na estrutura da blitz da Lei Seca tem também um maior distanciamento entre as pessoas.


Fonte: G1.com

9 visualizações0 comentário
WhatsApp-icone.png